FIDES Rio 2023: desafios e perspectivas da agenda ESG no Brasil e na América Latina e o papel no setor de seguros

No debate sobre os desafios e perspectivas da agenda ESG no Brasil e na América Latina, realizado durante a FIDES Rio 2023, especialistas destacaram o papel crucial que o setor de seguros desempenha na abordagem das questões climáticas:

  • Deborah Duss, Chefe Global de Energia Sustentável da Howden, concordou com Buchner, destacando a longa história do setor de seguros no trabalho com energia e sua habilidade em lidar com a transição energética. Ela ressaltou que o setor de seguros deve adotar uma abordagem flexível e sensata, reconhecendo que as soluções podem variar de acordo com as necessidades específicas de cada região e comunidade, como ilhas propensas a desastres naturais que podem preferir turbinas a gás em vez de painéis solares.
  • Barbara Buchner, Diretora Geral do Climate Policy Initiative (CPI), enfatizou a importância de o setor de seguros se envolver ativamente nas discussões sobre o clima, dada sua capacidade única de mapear e prever riscos. Ela defendeu veementemente que o setor de seguros assuma um papel de liderança nas questões climáticas, participando ativamente de discussões legislativas e colaborando com os tomadores de decisão. Ela elogiou o conhecimento especializado presente na sala durante o evento e incentivou uma maior interação e compartilhamento de experiências entre profissionais do setor de seguros, a fim de aproveitar ao máximo suas habilidades e conhecimentos na busca por soluções eficazes para os desafios climáticos.
  • David Legher, CEO Latam da Prudential (Colômbia), comentou que as empresas costumam dar valor ao meio ambiente, mas ainda são defasadas quanto às questões sociais. “Para nós da Prudential, a sustentabilidade ambiental e social é muito importante; nosso conselho é diverso, com grande número de mulheres e negros presentes, feito de pessoas que pensam no futuro, definindo metas ao longo prazo. Queremos melhorar a qualidade de vida e financeira”, apontou. Legher frisou também a função do seguro de vida como um impacto social forte, que protege famílias e legados que depositam a confiança em uma seguradora.
  • Kaspar Mueller, presidente de Resseguros para América Latina da Swiss Re (Suíça) comentou que a redução na emissão de carbono é uma prioridade nas empresas em que as técnicas de resseguros da Swiss Re são aplicadas. Para Kaspar a mudança climática também é muito importante, onde as empresas seguradoras devem mediar a transição de maneira mais prática e clara. “Tivemos muitos desastres naturais ligados às mudanças do clima. Vejo o valor de se debater a segurança energética no mundo por conta disso e também pela guerra na Ucrânia; é preciso uma sociedade resiliente que mude o pensamento sobre cuidar do meio ambiente”, pontuou.